O Festival Periferias, que durante o mês passado já contou com extensões das suas atividades em Arronches (4-6 de julho), Portalegre (11-12 de julho), Cáceres (17 de julho), Piedras Albas , (25-26 de julho) e Alconchel (1-2 de agosto), concentra as suas atividades deste fim de semana nos arredores de Marvão e Valencia de Alcántara com um programa que também contará com música, encontros e, claro, muito cinema.
O início oficial do certame tem lugar na sexta-feira, 8 de agosto, no castelo de Marvão, com a exibição de Amazonia Vermelha, de Filipe Brêtas, e O Último Azul, de Gabriel Mascaro, para terminar com a música de Saudades do Brasil, uma viagem musical entre Portugal e o Brasil. Miguel Monteiro (viola), Nuno Cirilo (guitarra portuguesa) e Dina (voz) conduzem-nos a um concerto intimista onde o fado abraça a música popular brasileira. Canções de nostalgia, calor e memória num diálogo profundo entre cordas e voz, numa viagem entre as duas margens do Atlântico.
O sábado, 9 de agosto, começa com o encontro da Rede de Festivais e Gestores Culturais do Tejo Internacional e continua à noite na estação de Beira-Marvão com a exibição de L'histoire de Souleymane, de Boris Lojkiine, e o concerto de Alberto Mvundi, músico e compositor angolano que traz os ritmos tradicionais do seu país.
No domingo, 10 de agosto, Periferias atravessa a fronteira até Valencia de Alcántara com Vidas Irrenovables, de Francisco J. Vaquero Robustillo, às 18h30 no Conventual de Santa Clara, com a presença do próprio diretor e de Julio Henriques, membro da Direção Regional de Portalegre da Quercus.
Para encerrar o dia, e com a colaboração da Filmoteca da Extremadura, foi programada uma exibição muito especial, às 22h30, na Praça da Constituição de Valencia de Alcántara: El 47, o filme de Marcel Barrena que conquistou cinco prémios Goya, sete prémios Gaudí e dois prémios Forqué, e que conta a história de um ato de dissidência pacífica na Barcelona de 1978 protagonizado por Manolo Vital, nascido em Valencia de Alcántara.