O Museu Extremenho e Iberoamericano da Arte Contemporânea de Badajoz (MEIAC) inaugurou o passado 9 de maio a exposição "Aparato", do artista portugués Rui Macedo (Évora, 1975), e que pode ser visitada até ao próximo 8 de setembro de 2024 .
A exposição contra com a curadoria de José Alberto Ferreira, para quem "há no trabalho artístico de Rui Macedo uma persistente inquirição em torno da pintura e do pintar. Fascinado pelos grandes mestres e pelos segredos do labor oficinal, pela cor e pela densidade matérica, o artista eborense tem interpelado a pintura e a história da pintura a partir da sua condição contemporânea. Neste seu percurso, confronta-se e confronta-nos com as inquietudes da ilusão pictórica, explora as possibilidades da representação ao mesmo tempo que testa os seus limites, propõe um elaborado, mas subtil, sistema de aproximação às convenções e dispositivos da pintura. Trata-se, quase sempre, de conduzir o espectador num jogo: entre o que reconhece e o que pensa reconhecer, entre exposição e ocultação, evidência e aparência. Trata-se de o fazer entrar no deslumbramento da pintura ao mesmo tempo que se armadilham as lógicas de circulação no espaço, se dilatam as escalas que ritmam as obras, se oculta na sala a materialidade sem mácula do jogo da pintura. Rui Macedo vem construindo uma obra ímpar e esta exposição confirma-o largamente".
Esta exposição insere-se no projeto Campo Abierto / Campo Aberto, uma iniciativa de cooperação territorial transfronteiriça entre o MEIAC e a Fundação Eugénio de Almeida (FEA) que teve início em 2019 e que visa apoiar e dar visibilidade ao trabalho de artistas nascidos ou residentes tanto na Extremadura como no Alentejo português.